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Alvenaria estrutural:
a memória de um sistema construtivo

 

As obras não falam, mas seu silêncio arquitetônico, seja em pedras, tijolos, blocos estruturais de concreto, concreto armado etc., encerra processos produtivos, relações e condições de trabalho que ficaram marcados nessas memórias merecendo serem resgatadas, pois então se perderão no tempo


Sonia Lemos Grandi
Doutora em Sociologia pela USP,
pós-doutorada pela Universidade Federal de Minas Gerais, Professora da Fundação João Pinheiro (BH) e Coordenadora do Laboratório de Pesquisa em Sociologia do Trabalho na UFMG


Entre 1945 e 1980, o Brasil passou por uma significativa transformação de caráter estrutural: deixa de ser um país majoritariamente agrário para ser um país marcado pelas atividades econômicas dos setores secundário e terciário, predominantemente urbanas. Um dos indicadores dessa mudança são os dados sobre distribuição geográfica da população: enquanto em 1940 70% da população habitavam o campo e 30% a cidade, em 1980 os percentuais se invertem: 70% da população passam a viver nos centros urbanos e apenas 30% permanecem no campo.
O intenso processo de urbanização verificado nesse período provocou mudanças na estrutura e dinâmica da indústria da construção e mais especificamente no subsetor edificações.
Com a dinamização da construção civil, várias empresas construtoras surgem no mercado, ao lado do fortalecimento das já existentes. A crescente valorização do uso do solo urbano e a demanda por habitações estimulou abruptamente o processo de verticalização nas cidades, inclusive dos conjuntos habitacionais. No início, essa forma de habitar era quase exclusiva da classe média com menor poder aquisitivo. Hoje, a verticalização das construções é verificada em conjuntos habitacionais de diferentes extratos de renda: desde as favelas até os condomínios de alto luxo.
As empresas mais competitivas do subsetor edificações tiveram que rever não só as tecnologias e os insumos empregados, como também as estratégias de sobrevivência no mercado. Foi neste contexto que “aconteceu” a implementação e intensificação do sistema construtivo da alvenaria estrutural com blocos de concreto. Entenda-se por blocos de concreto para alvenaria estrutural os produzidos segundo a norma brasileira NBR 6136 e não aqueles produtos moldados em equipamentos precários, sem qualquer controle tecnológico.

Os agentes históricos
De forma geral, os profissionais - engenheiros, arquitetos e empresários - responsáveis pelo processo de implantação e desenvolvimento da alvenaria estrutural com blocos de concreto são, em sua maioria, pessoas com espírito empreendorista e de vanguarda. Começaram a trabalhar ainda jovens e revelaram-se como excelentes profissionais buscando novos sistemas alternativos para a construção.
Para tanto, grande parte deles teve contato com sistemas de bloco de concreto no exterior (EUA e Europa) seja para conhecer com maior nível de profundidade, para aperfeiçoar-se ou para a aquisição de equipamentos e máquinas que até hoje encontram-se em pleno funcionamento ao lado daquelas que já são fabricadas no Brasil.
Esses profissionais passaram pelas grandes empresas construtoras ou fábricas de cimento ou de blocos de São Paulo. É interessante notar que apesar de atuarem em empresas diferentes, havia entre eles um clima amistoso, um intercâmbio de conhecimento e uma grande cumplicidade cujo objetivo era desenvolver a alvenaria estrutural no Brasil em prol não só da lucratividade, mas também da séria questão habitacional do País, que persiste até hoje.

A alvenaria estrutural com blocos de concreto e o desenvolvimento da indústria da construção
“O bloco de concreto acabou sendo introduzido em São Paulo como alternativa ao tijolo. A razão que acabou fazendo surgir o bloco de concreto em São Paulo foi o fato de a Reago possuir uma pedreira em Guarulhos, Grande São Paulo. No processo de produção de pedra britada para construção civil existiam dois produtos que eram rejeito da produção: o pedrisco (a pedra fininha, miúda) e o pó de pedra (material misturado com areia). Estes rejeitos amontoavam-se nos pátios da fábrica porque não havia o que fazer com eles. O bloco de concreto veio a ser um produto adequado para usar esses materiais”. (Eng. Livio Guida)
O sistema construtivo com blocos estruturais de concreto era uma resposta ágil e econômica às demandas populacionais da época, era um sistema mais barato para quem fazia e para quem comprava.
”O empuxo importante para a produção de blocos foi o desafio das hidroelétricas, nos anos 60, quando se tinha que investir em infra-estrutura para o crescimento industrial. Houve então uma aplicação maciça em recursos externos, empréstimos para a construção de hidroelétricas ao longo do rio Paraná, como Jupiá e Ilha Solteira, onde havia necessidade de se construir uma cidade para os operários responsáveis pela construção das obras”. (Arq. Carlos Alberto Tauil).
A história dos blocos de concreto começa com a Camargo Corrêa, quando esta empresa compra uma máquina Besser. Ao que tudo indica foi esta empresa que trouxe a primeira máquina de blocos para o Brasil.
Marcos importantes desse período são o conjunto Lapa D, e o conjunto habitacional de Itaquera, da Cohab, ambos em São Paulo. O conjunto Lapa, construído em 1974, foi o primeiro conjunto de edifícios mais altos do que aqueles construídos até então (de 4 andares) erguidos com blocos estruturais de concreto. Tem 4 torres de 12 pavimentos, com 4 apartamentos cada e, ainda, um 13o pavimento contendo a residência do zelador, a caixa d’água e a casa das máquinas. O engenheiro José Luis Pereira (veja Prisma 3) foi o responsável pelo cálculo estrutural da obra e o engenheiro norte-americano Green Ferver foi o consultor, já que nos EUA o sistema construtivo com blocos estruturais é uma prática consolidada há muito tempo. Carlos Augusto Grandi participou tanto da construção de prédios menores (quando estagiário), como da realização desse empreendimento.
Em 1977, a Cohab-SP elaborou um programa que pretendia minimizar o problema de habitação popular criando, de uma só vez, 13 mil unidades habitacionais. O primeiro projeto deste plano aconteceu no bairro de Itaquera, na capital. A Cohab pretendia que este conjunto tivesse 650 casas de dois dormitórios, com 35 m2 cada uma, e 37 prédios de 5 andares num total de 1620 apartamentos. A obra deveria estar concluída em 12 meses.
Na época, a Reago forneceu gratuitamente à Cohab um projeto de alvenaria estrutural para a construção dos prédios para que se pudesse avaliar o quão vantajoso seria adotar o sistema construtivo com blocos de concreto pelos baixos custos e velocidade no andamento das obras. O arquiteto Carlos Alberto Tauil era então o gerente de desenvolvimento dos produtos da Reago. A empresa venceu a concorrência e forneceu os blocos para a construção do conjunto que foi realizado pela construtora Beter.
O conjunto de Itaquera acabou sendo um “laboratório de sistemas construtivos” porque várias empresas participaram das obras, utilizando diferentes sistemas (fôrmas metálicas, Geel, de placas pré-moldadas e o convencional, com tijolos). Muitas dessas empresas “quebraram”, principalmente aquelas que utilizavam o sistema convencional, porque não era possível construir por esse sistema dentro dos custos e prazos fixados pela Cohab. O sistema construtivo de alvenaria estrutural com blocos de concreto sobressaiu-se demonstrando suas amplas vantagens em relação aos demais.
No entanto, na década de 80 o subsetor de edificações sofreu fortes abalos. Foi necessário reduzir ainda mais os custos das obras, apesar da elevação dos indicadores de custos da construção. Também em 1980, começa a produção de blocos no canteiro de obras, com máquinas menores, em detrimento da qualidade do bloco. Isso ocorreu também porque existia uma demanda de construtores de outros Estados, que queriam utilizar o bloco de concreto mas não o faziam devido ao custo de transporte. Supostamente foi esse um dos fatores que impulsionou a fabricação nacional de máquinas.
O bloco produzido no canteiro de obra descaracterizava o caráter industrial de sua produção, uma vez que terminada a obra, a unidade era desmobilizada, colaborando para a descontinuidade do sistema. A falta de especificações também constituiu-se num sério problema. Em decorrência, depois de diversas experiências e seminários, concluíram-se as normas brasileiras para alvenaria estrutural, regulamentadas pela ABNT.

Impactos do sistema construtivo no mercado e na sociedade
A implantação da alvenaria estrutural com blocos de concreto enfrentou resistências, tanto por parte do empresariado, devido à falta de informação, quanto por parte do comprador. Com o passar do tempo, quando o sistema se mostrou vantajoso, a resistência foi diminuindo porque houve uma redução do preço com aumento de qualidade.
Para combater esses preconceitos iniciais foi preciso um árduo trabalho de divulgação tanto por parte das fábricas de blocos quanto por parte das construtoras. Este trabalho caminhava no sentido de esclarecer a técnica construtiva, os custos, o fornecimento de amostras de blocos, fazer projetos gratuitos, além de oferecer acompanhamento ao cliente no desenvolvimento da construção no que fosse possível (e, em alguns casos, até impossível).
Em outra frente de divulgação era preciso preparar os futuros engenheiros para o uso do novo sistema construtivo. Para tanto, construtores e fabricantes de blocos aproximaram-se das universidades graças ao entusiasmo de alguns professores, os quais passaram a integrar a difusão e gestão do conhecimento. A ABCP-Associação Brasileira de Cimento Portland, que sempre se fez presente no desenvolvimento da indústria da construção no Brasil (Grandi, 1985), publicou livros e manuais e, ainda, ofereceu cursos específicos.
Procurou exemplificar como o sistema poderia ser criativo permitindo uma variação muito grande de formas arquitetônicas e não simplesmente os pejorativamente chamados “caixotinhos”. Por outro lado, o novo sistema produtivo era bastante democrático porque servia tanto aos ricos quanto àqueles de menor poder aquisitivo: prédios no bairro do Morumbi, de alto luxo, ou prédios para o Projeto Cingapura.
O mercado, apesar da resistência, tinha espaço para ser ocupado. Quando a Reago colocou suas máquinas de fabricação de blocos em São Paulo notou o quanto poderia vender. Esta empresa teve um papel fundamental na introdução do conceito de alvenaria armada nos dez primeiros anos de implantação do novo sistema, ao lado da Regional São Paulo como construtora. Em 1976, outras empresas de fabricação começaram a se instalar em São Paulo. Depois da construção do conjunto Itaquera algumas indústrias se fortaleceram, trazendo mais confiabilidade ao novo sistema, tanto em termos produtivos como em termos econômicos.
Na época, o BNH - Banco Nacional de Habitação também criou uma abertura no mercado para a inserção da alvenaria estrutural com blocos de concreto, uma vez que estava interessado em construções populares a baixo custo. Aliás, o baixo custo, o não desperdício e a velocidade no processo construtivo foram indicados como sendo as maiores vantagens deste sistema construtivo. Há de se considerar que o impacto no mercado ainda foi tímido porque o BNH não implantou um financiamento satisfatório para aquisição da casa própria, entre outros fatores.

 

Impactos sobre a organização do trabalho e sobre o processo produtivo
”O processo gera uma mudança na consciência profissional (...) o profissional executa uma parede em blocos de concreto e é automaticamente forçado a executá-la com precisão, ao contrário do que faria com material cerâmico (...) todo o sistema leva o profissional a produzir mais e melhor e, como conseqüência, a ganhar mais”. (Eng. Carlos Grandi)
As palavras mais pronunciadas pelos construtores são racionalização e industrialização. Elas traduzem o espírito deste novo sistema construtivo que trazia para a construção civil a linha de produção, o planejamento, o não desperdício, o aumento de produção com redução de mão-de-obra e a padronização.
A empresa tem condições de, num mesmo tempo, fazer o operário produzir muito mais que antes abastecendo-o com ferramentas e equipamentos adequados. Além disso, a partir da redução de movimentação de material e dos próprios operários (o assentador tem os materiais ao seu lado e como a obra é feita um andar atrás do outro, o operário se fixa num mesmo pavimento, diminuindo a periculosidade de uma circulação intensa no canteiro de obras, como no sistema convencional), reduz-se a variação de materiais e reduz-se também o desperdício,de materiais e de mão-de-obra. Enfim, há um aumento de produtividade.
O procedimento seqüencial começa desde a entrega dos blocos, que já vem especificados da fábrica. Eles são paletizados e transportados pela grua diretamente do caminhão ao pavimento onde serão utilizados. Isto denota o processo de industrialização da obra e a racionalização do processo de trabalho e da produção.

Impactos sobre as condições de trabalho
“O sistema reduz ou torna mais seguras aquelas atividades que sempre provocaram muitos acidentes em obras, como as desformas de concreto”.(Eng. Carlos Grandi)
Na opinião dos entrevistados, a grande melhora das condições de trabalho proporcionada pelo sistema construtivo se dá em relação à segurança no trabalho, com redução significativa no número de acidentes.

Impactos sobre a qualificação do trabalhador
“No sistema convencional havia pedreiros comuns fazendo alvenarias comuns de fechamento, já o bloco de concreto exige uma mão-de-obra de qualidade, não se tratava de assentar tijolos, tratava-se de assentar blocos cientificamente especificados, exigindo cuidado e critério. Nós precisávamos de uma mão-de-obra especializada para assentar os blocos (...) montamos uma escola, trouxemos ferramentas e manuais dos EUA” (Central Parque Lapa/1965-70).
(Eng. Eugênio Martins)
O pedreiro foi obrigado a melhorar sua qualificação profissional especializando-se em assentamento de blocos. O treinamento não é difícil. Normalmente um bom pedreiro, tornava-se um bom “bloqueiro”. As exigências eram seguir as normas técnicas. Os armadores passaram a trabalhar com armaduras apropriadas para a alvenaria armada, não necessitando cortar ou dobrar o aço na obra. Cursos de qualificação foram instalados nos canteiros de obras para preparar a mão-de-obra para executar o novo sistema produtivo.

Impactos sobre a mão-de-obra
“A quantidade de homens por metro quadrado de área construída é bem menor. Isso não significa provocar desemprego; significa que você poderia produzir mais com a mesma quantidade de gente disponível. Não é como uma montadora de automóveis, onde um robô substitui meia dúzia de operários. No nosso caso, nós estamos qualificando o trabalhador”. (Eng. José Luiz Pereira)
O contingente de mão-de-obra sofreu mudanças tanto em seus aspectos quantitativos quanto nos seus aspectos qualitativos. De maneira geral, houve uma redução no número de trabalhadores empregados no sistema convencional mas uma aumento no nível de qualificação e melhoria na qualidade de vida.
Algumas funções existentes na obra sofreram mais esta redução, algumas inclusive deixaram praticamente de existir como é o caso da carpintaria. Na alvenaria estrutural com blocos de concreto a obra praticamente dispensa madeira, portanto o carpinteiro perde sua função. Também o ferreiro pelo fato de trabalhar com ferragens já apropriadas aos blocos, não precisando cortar ou dobrar o ferro. Com isso há uma redução no número desses profissionais.

Diferenciais da alvenaria estrutural
“A alvenaria é um sistema que serve para qualquer padrão de construção, para qualquer escala de quantidade de obras; é aberta à maior ou menor mecanização; é um sistema construtivo que oferece maior segurança ao trabalhador e melhores condições de trabalho. (Eng. José Luiz Pereira)
As diferenciações de um sistema construtivo para outro foram apresentadas subjacentes às desvantagens de um em relação ao outro. Analisando o conteúdo e a incidência de alguns aspectos nos relatos ressaltaram-se as vantagens do sistema construtivo com blocos estruturais de concreto.
As vantagens mais citadas foram:
a) redução da utilização de madeira e, conseqüentemente, o custo da obra e a atuação da função de carpintaria;
b) redução de custo (cerca de 25% em relação ao método convencional);
c) a obra é mais limpa (sem entulhos);
d) não há custo de limpeza ou retirada de entulho;
e) facilidade na correção de patologias;
f) maior qualidade sem a necessidade de equipamentos caros;
g) maior velocidade na conclusão da obra (com blocos faz-se um andar com quatro apartamentos em 6 a 10 dias);
h) padronização e nivelamento perfeitos;
i) menor custo para instalação elétrica e hidráulica(não há necessidade de quebrar parede para fazer estas instalações);
j) diminui a necessidade de armadura de aço e, conseqüentemente, de mão-de-obra;
k) aumenta a produtividade do pedreiro e de outros profissionais envolvidos no processo;
l) a obra não tem vigas nem pilares.

*Artigo baseado no trabalho “Desenvolvimento da Alvenaria Estrutural com Blocos de Concreto e seu Impacto sobre o Processo Produtivo e Organização do Trabalho na Indústria de Construção - O Resgate da Memória de um Sistema Construtivo”, de Sonia Lemos Grandi.

 

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