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ARQUITETURA
Casa de vila, em nova versão
Projeto de condomínio em Santo André-SP busca recuperar o jeito de viver mais humano das antigas vilas, mas com conforto, racionalidade e modernidade


 
Reportagem: Regina Rocha
Fotos: Divulgação
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Um terreno de propriedade da família foi o que a arquiteta Maristela Faccioli utilizou para por em prática, junto com os dois primos engenheiros, sua proposta de moradia alternativa, que alia custo acessivel com solução arquitetônica racional e esteticamente moderna.

O resultado é o condomínio Vila Maída, localizado em Santo André, Região Metropolitana de São Paulo. A proposta do projeto é resgatar o modelo das antigas e tranquilas vilas residenciais, mas introduzindo novos conceitos e tecnologias construtivas. Assim, para obter maior rapidez e qualidade na montagem dos componentes, adotou-se o sistema da alvenaria estrutural com blocos de concreto, como também lajes pré-fabricadas do tipo treliçada. Nas áreas externas, entre canteiros ajardinados, adotouse os blocos intertravados para o piso.

NOVOS CONCEITOS

O condomínio Vila Maída é formado por três casas geminadas, bem-ventiladas e iluminadas, todas de três pavimentos e com cerca de 100 metros quadrados de área útil. As casas foram dimensionadas para abrigar, com comodidade, um único morador, no máximo um casal com filho, explica a arquiteta. “Ao conceber o projeto, nossa intenção foi criar uma tipologia que, conceitualmente, se diferenciasse do modelo-padrão, fechado, oferecido pela maioria dos empreendedores de condomínios residenciais que existem hoje no mercado”, destaca.

Apesar de ser crescente a procura por casas de vila, a arquiteta diz ter percebido que o mais comum é o interessado encontrar casas antigas, que precisam ser reformadas, adaptadas, e as instalações refeitas. “No caso, estamos propondo casas de vila, mas um projeto moderno, pensado para atender aos novos programas de moradia. Sem agredir a paisagem, conseguimos otimizar a área, colocando três casas no lugar onde antes se construía apenas uma”.

Um diferencial do projeto é a planta livre, que permite o layout flexível, internamente. Assim, sem abrir mão de uma moradia mais humana, que pudesse remeter à experiência das vilas do passado, conseguiu-se um programa aberto às adequações que o modo de vida dos dias atuais exige. “Ao propor pavimentos inteiramente livres, nossa intenção foi antes ‘vender um espaço, ’ que cada morador pode ocupar da forma a mais personalizada”, argumenta a autora do projeto.

No fim, a proposta seduziu a própria Maristela, que mudou-se para a casa que inicialmente pretendia comercializar. No seu caso, por uma questão estética, preferiu manter os blocos de concreto aparentes. Já no segundo andar, não quis dividir o espaço, que usou para um quarto apenas, bem amplo. A planta livre mostrou-se providencial também no terceiro andar, onde a arquiteta instalou seu escritório.

No térreo, além da sala de estar por onde se vislumbra o jardim, o programa da casa compreende sala de jantar, cozinha americana e área de serviço. No segundo pavimento, a suíte pode ser convertida em dois dormitórios e mais um banheiro. O terceiro pavimento, de pé-direito duplo, permite que se instale um mezanino. Nesse andar, pode também ser construído um escritório, como optou por fazer a arquiteta, como uma suíte com varanda, e ainda home theatre, closet e banheiro com hidromassagem.

FICHA TÉCNICA

Obra: Condomínio residencial Vila Maída

Local: Santo André-SP

Projeto arquitetônico: Maristela Faccioli

Data do projeto: 2004

Conclusão da obra: 2006

Área útil: 108 m² (por casa)

Paisagismo: Jardinarte

Projeto estrutural e construção: Cynthia

Maida, Emir Maida e Cesar Maida Neto

Fornecedor de blocos: Prensil



 
 
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Nº 35 | JULHO 2010




 
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